{"id":553,"date":"2019-12-23T12:26:43","date_gmt":"2019-12-23T12:26:43","guid":{"rendered":"https:\/\/sinproanhanguera.org.br\/site\/?p=553"},"modified":"2019-12-23T12:26:45","modified_gmt":"2019-12-23T12:26:45","slug":"trabalho-intenso-prejudica-saude-dos-professores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sinproanhanguera.org.br\/site\/trabalho-intenso-prejudica-saude-dos-professores\/","title":{"rendered":"Trabalho intenso prejudica sa\u00fade dos Professores"},"content":{"rendered":"\n<p>Pesquisa realizada pela Universidade de Bras\u00edlia revela que os professores da rede p\u00fablica DF est\u00e3o cansados, doentes e trabalhando demais, inclusive para suprir defici\u00eancias da merenda escolar. Estudo feito em uma escola-classe de ensino fundamental (1\u00aa a 4\u00aa s\u00e9rie) na Asa Norte mostra que o trabalho intensificado pelas mudan\u00e7as no comportamento da sociedade e pol\u00edticas p\u00fablicas ineficientes prejudicam a sa\u00fade dos professores.&nbsp;<br>\nA disserta\u00e7\u00e3o A intensifica\u00e7\u00e3o do trabalho docente na escola p\u00fablica, defendida pela pedagoga Sandra Jaqueline Barbosa, aponta que os pais transferem \u00e0 escola o papel de educar seus filhos e as institui\u00e7\u00f5es n\u00e3o est\u00e3o prontas para isso. \u201cA famosa educa\u00e7\u00e3o que vem de ber\u00e7o, n\u00e3o \u00e9 mais o pai ou a m\u00e3e que d\u00e3o, agora \u00e9 fun\u00e7\u00e3o das escolas. Os pais est\u00e3o mais preocupados em suprir necessidades materiais e acabam trabalhando muito\u201d, explica a pedagoga.<br>\nSandra verificou que os professores est\u00e3o procurando aux\u00edlio no Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro\/DF) muito mais por causa da sa\u00fade do que para quest\u00f5es jur\u00eddicas. \u201cOs professores est\u00e3o apresentando sofrimentos ps\u00edquicos pela intensifica\u00e7\u00e3o do trabalho\u201d, explica a pesquisadora. Um dos diretores do Sinpro\/DF, Ilson Bernardo conta que a demanda cresceu. \u201cTivemos que abrir um espa\u00e7o para atender a sa\u00fade porque os casos extrapolam o que poder\u00edamos considerar razo\u00e1vel\u201d.<br>\nOutros problemas que intensificam o trabalho do professor s\u00e3o algumas fun\u00e7\u00f5es administrativas acumuladas sem adicional financeiro, atitudes de desrespeito dos estudantes e seus familiares em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 autoridade do professor, e ainda a obriga\u00e7\u00e3o de captar recursos para a escola, como organiza\u00e7\u00e3o de festas juninas. \u201cA pol\u00edtica de descentraliza\u00e7\u00e3o financeira propugnada pelos governos acabam em uma busca de alternativa pelos professores de arrecada\u00e7\u00e3o de recursos\u201d, explica Sandra Jaqueline.<br>\nSandra conta que, sem esse esfor\u00e7o extra dos professores para captar dinheiro, at\u00e9 a merenda estaria amea\u00e7ada. A pedagoga conta que o governo repassa aos col\u00e9gios alimentos b\u00e1sicos que seriam intrag\u00e1veis. Por exemplo, quando chega o macarr\u00e3o, ele n\u00e3o vem acompanhado de temperos. A sa\u00edda \u00e9 levantar dinheiro para comprar os temperos. Os professores acabam realizando trabalhos paralelos junto \u00e0 comunidade que cerca a escola.<\/p>\n\n\n\n<p>Para realizar a pesquisa, Sandra entrevistou sete professoras, seis delas com mais de dez anos de experi\u00eancia e uma com mais de sete anos sob o regime de contrato tempor\u00e1rio. Come\u00e7ou seu trabalho em mar\u00e7o de 2007 e defendeu sua disserta\u00e7\u00e3o em mar\u00e7o de 2009. De maio a dezembro de 2008, Sandra Jaqueline acompanhou as atividades desenvolvidas na escola e realizou entrevistas com as professoras. Participou de reuni\u00f5es de coordena\u00e7\u00e3o, reuni\u00f5es com fam\u00edlias, oficinas para confec\u00e7\u00e3o de material para a festa junina, oficina de m\u00fasica, atendimento a alunos com dificuldade de aprendizagem e outros trabalhos. Outro ponto que contribui para o stress dos professores \u00e9 a inclus\u00e3o de alunos com necessidades especiais. Apesar de ser um ponto positivo para a sociedade \u2013 tamb\u00e9m seria para a escola \u2013 as institui\u00e7\u00f5es n\u00e3o est\u00e3o preparadas para receber essa demanda. \u201cH\u00e1 pais que podem pagar algum ajudante para cuidar seus filhos. A escola n\u00e3o consegue dar suporte para todos os alunos inclusivos. O Estado tem de garantir essas condi\u00e7\u00f5es\u201d, explica Sandra. Na maioria das vezes, a escola tem apenas uma pessoa para acompanhar 19 alunos com alguma defici\u00eancia.<br>\nA pesquisadora diz que a sa\u00edda seria uma reestrutura\u00e7\u00e3o no sistema, como salas de aula com menos alunos, mais servidores para ajudar os alunos inclusivos, diminui\u00e7\u00e3o de carga hor\u00e1ria dentro da classe ou aumento de horas para elaborar os projetos, definir as avalia\u00e7\u00f5es e serem capacitados. \u201cHoje em dia \u00e9 muito trabalho e pouco tempo\u201d, explica Sandra Jaqueline.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fonte:\u00a0UnB<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa realizada pela Universidade de Bras\u00edlia revela que os professores da rede p\u00fablica DF est\u00e3o cansados, doentes e trabalhando demais, inclusive para suprir defici\u00eancias da merenda escolar. 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